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 As doenças da emoção

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Sidnei
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MensagemAssunto: As doenças da emoção   Qua Fev 13, 2008 6:55 pm

As doenças da emoção


A medicina psicossomática deixou de ser um ramo de segunda classe. A influência dos sentimentos sobre a saúde física nunca foi tão pesquisada e o controle das perturbações psíquicas entrou para os receituários clínicos
______________________________________
Anna Paula Buchalla

Win/Getty Images/Royalty Free


Citação :
O perfil dos somatizadores

20% da população mundial é afetada pelos transtornos de somatização

O distúrbio é mais comum em mulheres e entre elas os sintomas costumam ser mais severos

42,6 anos é a idade média dos somatizadores

40% deles têm depressão

20% apresentam transtorno do pânico ou ansiedade

Os somatizadores estão entre os principais usuários do sistema de saúde: 60% das consultas médicas referem-se a pacientes com queixas sem nenhuma causa orgânica

As principais reclamações são: Dor no peito • Fadiga • Tontura • Dor de cabeça • Dor nas costas • Falta de ar • Insônia • Dor abdominal

É quase certo que, ao demonstrar um desconforto físico, você já tenha ouvido que está "somatizando". Mas o que é exatamente somatização? Trata-se de um processo pelo qual distúrbios de origem psíquica, emocional, traduzem-se em mal-estar, com ou sem causa orgânica definida. Os dez problemas mais relatados pelos somatizadores são dor no peito, fadiga, tontura, dor de cabeça, inchaço, dor nas costas, falta de ar, insônia, dor abdominal e torpor. Não faz tanto tempo assim, a esmagadora maioria dos médicos ocidentais relegava tais pacientes ao limbo de um ramo até então pouco prestigiado da psiquiatria – o da medicina psicossomática. Mas esse quadro começa a mudar.

Muitos clínicos estão dando mais atenção aos quadros de somatização. Eles, agora, procuram escutar os somatizadores da forma preconizada por Maimônides, um médico mouro do século XII: "Uma consulta deve durar uma hora. Durante dez minutos, ausculte os órgãos do paciente. Nos cinqüenta minutos restantes, sonde-lhe a alma". Com isso, passaram a oferecer meios de tratar o seu padecimento atual e evitar os futuros, em vez de se apressarem em livrar-se dos "neuróticos". Além disso, equipes de pesquisadores dedicam-se a tentar desvendar os mecanismos pelos quais as emoções podem resultar em afecções. Vários deles, inclusive, já foram descobertos (veja quadro). Pode-se dizer que a medicina ocidental está revendo o dogma de que sintomas só são passíveis de tratamento se originados em problemas físicos descritos cientificamente. Nesse caminho, segue a trilha da antiga medicina oriental, segundo a qual um sintoma, mesmo sem causa orgânica suficientemente identificada, é, em si, um desequilíbrio a ser curado.

Creatas/Latin Stock/Royalty Free

Convivência pacífica
Cientistas japoneses criaram um rato que não tem medo de
gato. Essa experiência representa um passo rumo à
descoberta de fórmulas para o controle farmacêutico das
emoções que causam problemas físicos


Embora desde o grego Hipócrates, considerado o pai da medicina ocidental, haja registros de processos de somatização, o fenômeno só ganhou um nome no início do século XX. O médico austríaco Wilhelm Stekel, um dos pioneiros da psicanálise, lançou a expressão alemã organsprache ("fala dos órgãos") para denominar sintomas físicos associados precipuamente ao lado psíquico. Na versão para o inglês, o termo foi traduzido como somatization, palavra criada a partir do radical grego "soma", corpo. Atualmente, os médicos fazem uma distinção entre transtorno somatoforme e somatização. O primeiro caracteriza-se por queixas físicas recorrentes, mas sem causas detectáveis por exames clínicos ou de imagem. É o caso, por exemplo, de um paciente que reclama de dores de estômago, mas, submetido a uma endoscopia, não apresenta nenhuma lesão nesse órgão. Para que a doença seja diagnosticada como um transtorno somatoforme, é preciso que a pessoa exiba um ou mais sintomas por um período mínimo de seis meses. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 20% da população do planeta manifesta quadros da doença. "Os sintomas são reais. O sofrimento desses pacientes não é menor do que o daqueles que apresentam problemas com causas orgânicas bem definidas", disse a VEJA a psiquiatra americana Lesley Allen, especialista no assunto.

A palavra somatização, por sua vez, hoje é usada especificamente para as doenças identificáveis por meio de exames, desencadeadas por sobrecarga emocional. Certas doenças têm um componente fortemente somático. É o caso de asma, úlceras, fibromialgia, gastrite, alergias e herpes, principalmente. As situações que mais deflagram respostas somáticas são as de stress decorrente de um luto ou de uma separação conjugal. Para não falar da onipresente depressão, é claro. "Na verdade, não existe um só sentimento que não tenha uma repercussão física. O que varia é a intensidade da emoção e a vulnerabilidade do corpo", afirma o psiquiatra Geraldo Ballone, de Campinas.

É freqüente confundir somatização com hipocondria. São coisas completamente diferentes. O hipocondríaco é alguém preocupado em excesso com a própria morte. Seu medo é tanto que ele freqüentemente interpreta um mal-estar passageiro como um sinal de doença grave. O exemplo perfeito é o do personagem de Woody Allen no filme Hannah e Suas Irmãs, que tinha certeza de que suas dores de cabeça eram um sintoma de um tumor no cérebro e, por isso, submetia-se a tomografias da cabeça como quem tira pressão arterial. O que somatizadores e hipocondríacos têm em comum são as idas freqüentes ao médico. "As somatizações são responsáveis por um número muito alto de consultas", diz o psiquiatra José Atilio Bombana, da Universidade Federal de São Paulo. Calcula-se que até a metade de todos os gastos do sistema público de saúde deva-se a somatizações.

Peter Sherrard/Getty Images


Sentimentos revelados
Comportamentos histriônicos ou contidos demais favorecem
as doenças psicossomáticas. Entender e expressar as
emoções é a melhor forma de se proteger


Do ponto de vista fisiológico, já se sabe que o processo de somatização ocorre no eixo hipotálamo-hipófise-supra-renal (veja quadro). Com o auxílio da medicina molecular e exames de imagem de altíssima precisão, está-se conseguindo mapear em detalhes os canais de comunicação entre o cérebro e os sistemas imunológico e endócrino. A interação entre corpo e mente se dá por meio de uma intrincada rede de hormônios, proteínas e neurotransmissores que não cessam de interagir. Os cientistas querem definir o que ocorre ao certo quando há um descompasso entre o cérebro e esses sistemas, especialmente nos momentos emocionais mais críticos. Apesar de haver uma longa estrada a ser percorrida, ao entender em parte como os sentimentos afetam o organismo, a medicina deu um passo adiante rumo à prevenção e à cura de doenças típicas da somatização.

No plano estatístico, as evidências da relação entre o psicológico e o físico sempre foram elusivas. Não são mais. Dois estudos publicados neste ano, um no Jornal da Associação Médica Americana (Jama) e outro no Archives of Internal Medicine, atestam a conexão. No primeiro deles, rea-lizado com quase 1.000 pacientes, entre 35 e 59 anos, vítimas de infarto que exerciam funções com grande demanda emocional mostraram-se duas vezes mais predispostas a sofrer um novo evento cardíaco. No segundo estudo, o professor de psicologia Sheldon Cohen, da Universidade Carnegie Mellon, analisou 319 artigos médicos que relacionavam emoções intensas com falhas do sistema imunológico. Ele concluiu que tais emoções podem acelerar a progressão até mesmo de males associados à aids. Há também uma pesquisa notável, levada a cabo por médicos ingleses do London College. Depois de acompanharem 9.000 pessoas durante doze anos, eles descobriram que os que tinham relacionamentos íntimos marcados por brigas e conflitos sofriam 34% mais risco de apresentar um distúrbio cardiovascular.

Não se pode incorrer no simplismo de afirmar, como fazem alguns psicólogos, que toda e qualquer doença tem origem nos sentimentos. "Mas é provável que, por determinação genética, haja pessoas mais propensas a ficar doentes por causa de emoções excessivas", diz o psiquiatra Mario Alfredo De Marco, da Universidade Federal de São Paulo. A mesma situação pode ser mais desgastante para uma pessoa e menos para outra, não apenas pelo perfil psicológico de cada uma, mas por efeito de uma tendência genética para reações hormonais mais ou menos fortes. Fatores culturais também são relevantes. Um levantamento aponta que os brasileiros estão entre os campeões de somatização (veja o mapa). "Comportamentos histriônicos ou contidos demais podem resultar no aparecimento de afecções", diz o psiquiatra Bombana.

Estudos mostram que um bom suporte afetivo e determinados tipos de terapia psicológica são capazes de melhorar a resposta imunológica até mesmo em pacientes de câncer. Uma das linhas de pesquisa mais avançadas nessa área é a da professora americana Lesley Allen. Ela defende a terapia cognitivo-comportamental, associada a técnicas de relaxamento, exercícios moderados e uso de antidepressivos, para diminuir a severidade dos sintomas entre os somatizadores. Os antidepressivos, aliás, têm fornecido resultados surpreendentes. Pacientes tratados com esses remédios apresentaram uma redução considerável nas idas ao médico, especialmente aqueles que sofriam da síndrome da fadiga crônica, distúrbio recorrente entre os somatizadores. Outra linha de pesquisa também começa a esboçar-se. No início de novembro passado, a equipe do pesquisador Hitoshi Sakano, da Universidade de Tóquio, criou em laboratório ratos que não têm medo de gatos. Por meio de alterações genéticas, os cientistas conseguiram remover determinadas células do sistema olfativo dos roedores, responsáveis por detectar a presença de ameaças. Ao terem esse grupo de células desligado, as cobaias aproximaram-se de um gato sem manifestar pavor. Essa experiência representa um avanço na direção de remédios próprios para o controle de emoções que podem causar problemas físicos.

Não se trata, é claro, de demonizar o lado sentimental. De sugerir que todos sejamos robôs gélidos. Tanto os sentimentos bons quanto os ruins foram – e são – fundamentais para a preservação da espécie, como demonstrou o naturalista inglês Charles Darwin, o primeiro a estudar de forma abrangente a influência das emoções instintivas no processo evolutivo. Se elas nos trouxeram até aqui, compreendê-las pode nos levar ainda mais longe do ponto de vista da saúde física. Na falta da pílula mágica que tudo amenize ou controle (e com a qual sonhava até mesmo Sigmund Freud, o pai da psicanálise), cabe a todos nós tentar evitar que sejamos possuídos por sentimentos que redundem em sofrimento físico. Expressá-los sem medo é uma boa medida. Dito assim, parece simples. Não é. Até mesmo os pacientes mais articulados encontram dificuldades ao traduzir seus sentimentos em palavras. O escritor americano William Styron, um dos que melhor expressaram a tristeza e a melancolia, descreveu sua dor psíquica constante como "algo tão misteriosamente doloroso que não é possível nem por meio de mediação intelectual chegar perto de uma descrição". Sim, as palavras nem sempre alcançam a alma.

Citação :
Por uma vida mais serena

As alternativas que comprovadamente ajudam a amenizar os sintomas
da somatização, ao aliviar o sofrimento emocional


Meditação
Acredita-se que a meditação modula a resposta do sistema nervoso ao stress. Consegue-se isso por meio do controle da ansiedade. O estudo mais recente nesse campo submeteu pacientes cardíacos à meditação e comprovou que eles tiveram uma redução da pressão arterial

Terapias cognitivo-comportamentais
O objetivo do método é fazer o paciente aprender a controlar os sintomas. Ou seja, ensiná-lo a evitar a cadeia de reações emocionais que leva o corpo a responder com sinais físicos. Também chamado de terapia breve, é especialmente eficaz para aplacar sintomas clássicos, como taquicardia, tontura e falta de ar

Psicanálise
Ainda que nunca tenha criado uma teoria psicossomática, Sigmund Freud, o pai da psicanálise, foi um dos seus mais importantes precursores. Ao iniciar a prática clínica, Freud percebeu que as manifestações da histeria correspondiam a uma anatomia imaginária. Ao contrário das outras duas técnicas, a psicanálise age na raiz do problema. Nesse caso, faz toda a diferença saber se os sintomas de uma somatização são fruto da história pessoal do paciente. É uma abordagem profunda e complexa, que demanda tempo e disposição para que o paciente se aventure no autoconhecimento. Os resultados desse tipo de terapia para a melhora da saúde, embora mais demorados, já foram provados cientificamente

Fonte: Edição 2037 da Revista Veja, 5 de dezembro de 2007
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MensagemAssunto: Re: As doenças da emoção   Qua Fev 13, 2008 8:34 pm

Teste: avalie se você tem um perfil psicossomático


O questionário abaixo foi elaborado a pedido de VEJA pela psicóloga Marilda Lipp, do Centro Psicológico de Controle do Stress. Responda às perguntas e verifique se o seu modo de sentir e agir é o de uma pessoa suscetível à somatização. Lembre-se de que o diagnóstico preciso só pode ser feito por um especialista.

Responda as afirmações somente com "sim" ou "não"
Anote sua resposta

1 - Às vezes choro sem conseguir entender exatamente o porquê
2 - Consigo disfarçar muito bem quando estou com raiva
3 - É fácil para os outros perceberem quando estou feliz
4 - Às vezes me pego sonhando acordado(a)
5 - Não tenho dificuldade para nomear aquilo que sinto
6 - É bom "fantasiar" um pouco sobre as coisas
7 - Gosto de conversas objetivas e diretas
8 - Freqüentemente, fico confuso(a) sobre qual emoção estou sentindo
9 - As pessoas mais próximas de mim têm dificuldade de entender como me sinto
10 - A raiva é o sentimento mais freqüente em minha vida
11 - Acho que é uma perda de tempo ficar me perguntando sobre o porquê das coisas
12 - Quase não sonho quando durmo

Agora conte quantos "sim" e quantos "não" você respondeu.
___________________________________________________________________
Se o resultado da subtração for:
Até 3 pontos: Seu perfil não se parece com o de pessoas que sofrem de doenças psicossomáticas. Você provavelmente é o tipo de pessoa que está em sintonia com suas emoções

De 4 a 5 pontos: Você tem alguma dificuldade de identificar ou nomear as suas emoções. Isso pode resultar em algumas manifestações físicas. Aprender a identificar e dar vazão ao que sente o ajudará a não sofrer desconforto físico diante de problemas que são, na verdade, mais de origem psicológica do que biológica

6 ou mais pontos: Ao que tudo indica, você tem muita dificuldade para entender o que se passa em seu íntimo, de nomear suas emoções e de admitir o que sente. Seu corpo provavelmente mostra sinais de desgaste diante de tanta emoção reprimida. Recomenda-se procurar ajuda especializada

Fonte: Edição 2037 da Revista Veja, 5 de dezembro de 2007
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Saphira
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MensagemAssunto: Re: As doenças da emoção   Qui Fev 14, 2008 5:29 am

Adorei esse post!!!!

Bem, é muito compreensível que isso aconteça na maioria entre as mulheres, pq será não?

A mulher já nasce com aquelas pessoas em volta "coitadinha, mais uma para sofer neste mundo"... mal começa a andar e já vai ganhando fogãozinho com panelinha, boneca pra ficar vestindo....agora até pia que sai água inventaram pra menina já ir aprendendo suas tarefas.. passa a infância, adolescência toda ouvindo que mulher tem que se dar valor, respeito, ser prendada para poder arrumar um bom partido para casar, se manter magra e bonita, ser vaidosa, (quase um dedinho do pé de uma gueixa né )..e lá vem os papos de sexualidade...se vc´s acham que isso não existe mais, vem passar um tempo no interior, nem precisa ir muito longe, eu posso emprestar minha mãe por um dia...vc´s vão se sentir o próprio fundador de sodoma. e como um ser assim vai se expressar de seus sonhos, vontades, ela cresce medrosa...chega na lua de mel toda cheia de medos, sem saber o que dizer, fazer, não se permite o prazer e fica toda muda lá pq acha que até um suspiro ela pode ser considerada vulgar... é fácil...reprimir tanta coisa, tantos sentimentos, desejos que esse acúmulo vai somatizar em algo ruim...já ouvi falar que pessoas ruim demais e rancorosas desenvolvem câncer, pode até ser exagero, mas não é absurdo.
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MensagemAssunto: Re: As doenças da emoção   Qui Fev 14, 2008 6:05 am

Ainda bem que gostou, passei umas 2 horas só editando esse post Shocked

Mas é verdade, pode-se ver que as mulheres carregam fatores secundários (externos) de um modo bem maior que o homem. Interior então, nem se fala.

Segundo Adorno, a repressão é o princípio da civilização, só assim teremos uma divisão organizada de trabalho e a omissão das vontades do instinto. Caso contrário, a líbido não dá espaço para o trabalho e não deixa o homem lutar pela sobrevivência.

Mas vem a grande questão: Freud dizia que as neuroses eram desejos reprimidos, sendo assim, qual seria a balança perfeita dessa relação?
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MensagemAssunto: Re: As doenças da emoção   Qui Fev 14, 2008 6:19 am

Que tal um rodízio entre os dias que se podem acordar e os que não?

Ah....por um estranho milagre...fiz 2 pontos.... O.o
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MensagemAssunto: Re: As doenças da emoção   Qui Fev 14, 2008 6:28 am

Saphira escreveu:
Que tal um rodízio entre os dias que se podem acordar e os que não? [/color]

Não entendi Shocked
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MensagemAssunto: Re: As doenças da emoção   Qui Fev 14, 2008 6:59 am

Sidnei escreveu:


Segundo Adorno, a repressão é o princípio da civilização, só assim teremos uma divisão organizada de trabalho e a omissão das vontades do instinto. Caso contrário, a líbido não dá espaço para o trabalho e não deixa o homem lutar pela sobrevivência.

Qual seria a balança perfeita dessa relação?

Libido (do latim, significa "desejo" ou "anseio") é caracterizado como a energia aproveitável para os instintos de vida. De acordo com Freud, o ser humano apresenta uma fonte de energia separada para cada um dos instintos gerais.
Então essa mobilidade que a libido nos proporciona, juntamente com este desejo faz com que nós lutemos pela nossa sobrevivência, o ser humano não nasceu para perder, essa subimissão é imposta sempre por poder, para essa divisão do trb, sempre alguém tem que seder...mas deixar de lutar, bem, só se o ser humano não acordasse todos os dias, assim somente os que acordassem comandariam, e sei lá, isso é bem doido....mas seria uma chance de todo mundo mandar um pouco..

Nós vemos na literatura um movimento aspiral... um intercalar de razão e emoção..hoje estamos em um momento confuso onde encontramos de tudo...até mesmo a classe operária no poder (presidente)....será que depois disso virá um momento de culpa novamente voltando a correr embaixo das saias da fé? ... Pensou se estivermos vivos para analisar este século para formar novas apostilas de ensino....my god....
O que eu sei é que a história do povo brasileiro não é nada pacífica como a máquina de lavagem cerebral (tv) nos passa e quer que acreditemos... eu não entendo pq não aconteceu uma guerra por aqui ainda...essa coisa de não ligar pra nada, deixar ver até onde vai...não pode ser característica de um brasileiro..

Olha só...isso era uma tentativa de explicar o que você não entendeu, porém, aposto ter te confundido ainda mais com tudo... estou um pouco mais louca em um rítmo um pouco mais alucinado que o normal hj... dá um desconto. lol!
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